Balanço aponta 1,5 milhão de solicitações para celulares, enquanto 795,3 mil são para linhas de telefone fixo.
Mais de 2,3 milhões de usuários já solicitaram a portabilidade numérica - mudança de operadora de telefonia com a manutenção do número - em menos de dez meses em que o serviço está disponível. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (27/7) pela ABR Telecom, entidade que administra a portabilidade no Brasil.
O levantamento aponta que 1,5 milhão de pedidos referem-se a celulares, enquanto 795.334 são para linhas de telefone fixo.
Os pedidos efetuados - números já migrados - totalizam 1.719.511. Desses, 68% foram de linhas de telefonia móvel (1.165.550) e 32% (553.961) números fixos.
O crescimento no número de migrações efetivadas em relação aos pedidos demonstra que o sistema de portabilidade está sendo aperfeiçoado, afirma o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude - a empresa é especializada no mercado de telefonia. Ele avalia, no entanto, que a adoção da portabilidade no Brasil ainda é muito baixa se comparada a parâmetros internacionais.
“Observamos um número satisfatório no segmento de telefonia fixa nas regiões onde existe mais de uma opção de operadora. Companhias como NET, Embratel e GVT estão sabendo aproveitar bastante a competição”, disse. “Na telefonia móvel o nível ainda é muito baixo, principalmente no segmento pré-pago, se levarmos em conta a maior variedade de operadoras disponíveis”, completou o analista.
Tude não aposta em uma adesão massiva à portabilidade, especialmente porque o número de linhas pré-pagas representa 80% dos telefones celulares e porque, em muitas regiões, ainda não há mais de uma opção de operadora de telefonia móvel. “Isso não invalida a questão da portabilidade, que, sem dúvida, é um benefício muito grande”, afirmou
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