Um dos maiores conglomerados de mídia e telecomunicações do mundo, o grupo francês Vivendi, celebrou nesta terça, dia 8, um acordo com os controladores da empresa de telecomunicações GVT brasileira visando uma oferta para a aquisição de 100% das ações da operadora. A operação será feita por meio de uma oferta pública amigável pelas ações da GVT, ao preço de R$ 42,00. A cotação dos papéis da GVT estava em R$ 36,24 no fechamento desta terça.
A Vivendi é controladora de empresas como a Universal Music, da operadora de telecomunicações SFR francesa (segunda maior operadora daquele país), da Canal + (maior operadora de TV paga francesa) e é acionista, nos EUA, do grupo NBC, com 20% de participação. No ano passado, foi concluída a fusão entre a divisão de games da Vivendi e da Activision para formar uma das maiores empresa do mundo no segmento, a Activision Blizzard, rivalizando com a gigante Eletronic Arts (EA). A Vivendi é ainda controladora da principal operadora de telecomunicações do Marrocos, a Marroc Telecom.
Estratégia banda larga
O acordo celebrado com o Grupo Swarth e Global Village Telecom (Holland) BV, controladores da GVT, busca agregar à operadora, além da capitalização natural da venda, a experiência da Vivendi em conteúdo para projetos de IPTV e banda larga.
A oferta pública da Vivendi, de R$ 42,00 por ação, representaria uma valoração da GVT em R$ 5,4 bilhões, ou €2 bilhões. A oferta da Vivendi é condicionada à aquisição de no mínimo 51% do capital social da operadora, considerando a completa dispersão acionária do capital da empresa, informa o fato relevante.
"Os acionistas controladores da GVT concordaram em vender à Vivendi um mínimo de 20% de participação na GVT, de um total de aproximadamente 30% que eles atualmente possuem. Os acionistas controladores ainda acordaram em votar favoravelmente à dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária previstos no estatuto da GVT, em favor da oferta da Vivendi", diz o comunicado.
Condições
As condições para a oferta pública precisam ser preenchidas até o dia 16 de outubro, e envolvem ainda a "diligência legal confirmatória e aprovação da oferta pelos Conselhos da Vivendi"; o apoio do Conselho de Administração da GVT; a dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção de dispersão da base acionária previstos no estatuto da GVT em favor da Vivendi; e as necessárias aprovações regulatórias, o que se espera ocorrer antes do final do ano de 2009.
Com isso, a oferta pública de ações da GVT anunciada no dia 19 de agosto está cancelada, segundo os controladores.
No comunicado oficial, o CEO do grupo francês, Jean-Bernard Lévy, declarou que "este acordo com a GVT atende o objetivo estratégico da Vivendi de expansão entre as economias que apresentem rápido crescimento. GVT desenvolveu soluções originais e inovadoras em serviços de banda larga e já apresentou resultados muito animadores. Aguardo com entusiasmo continuar trabalhando com Shaul Shani e Amos Genish e o seu impressionante time gerencial. Vivendi dará suporte à GVT no seu contínuo crescimento rentável. Com este importante investimento e compromisso de longo prazo com o Brasil, a Vivendi pretende criar valor para seus acionistas".
Shaul Shani, presidente do conselho de administração da GVT e acionista controlador do Grupo Swarth declarou: "Eu estou muito feliz por ter a Vivendi se juntando à GVT como um acionista estratégico. Nós vemos isto como uma grande oportunidade para agregar valor para os acionistas da GVT e pretendemos manter parte de nossa participação depois da oferta. A parceria com a Vivendi é mais um marco importante na criação de valor para os acionistas da GVT, como temos feito desde o IPO da companhia. Nós trabalharemos próximos à Vivendi para reforçar a proposta de valor da banda larga da GVT, com uma melhora substancial de conteúdo".
Para Amos Genish, o diretor presidente da GVT, "a administração da companhia está entusiasmada em poder ter a Vivendi como acionista da GVT. Vivendi, uma empresa líder e de presença global nos mercados de comunicação e entretenimento, trará conhecimento e sinergias para nossas atividades, atuais e futuras, consolidando nossa posição no mercado como operadora de telecomunicações de maior crescimento no mercado brasileiro e abrindo novas oportunidades de negócios para nós".
A GVT teve nos 12 meses encerrados em junho receita líquida e EBITDA ajustado de R$ 1,5 bilhão e R$ 574 milhões, respectivamente. Em 30 de junho de 2009 a GVT tinha aproximadamente 2,3 milhões de linhas em serviços, incluindo voz, banda larga, dados e serviços de VoIP. Recentemente, a GVT deu início à implementação de sua rede de ultra banda larga. O grupo Vivendi fatura anualmente cerca de US$ 30 bilhões.
Francesa Vivendi quer comprar a operadora GVT
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