TST impõe nova derrota à direção da Dataprev

 Luiz Queiroz


 Convergência Digital


O Tribunal Superior do Trabalho apresentou nesta quarta-feira, 28/10, uma proposta à direção da Dataprev e à Fenadados, no sentido de contribuir para que as partes cheguem a um acordo que resulte no reajuste dos funcionários e o fim da ameaça de nova greve geral na estatal. No impasse entre os dois lados, o ministro João Orestes Dalazen resolveu arbitrar a questão. E ele seguiu uma linha de defesa dos interesses dos trabalhadores em detrimento da almejada pela direção da empresa.

Desta vez o desgaste político ultrapassou a própria direção da estatal e caiu no colo do ministro da Previdência, José Pimentel, que segundo fontes no meio sindical, tentou interferir no processo contra os interesses dos trabalhadores. E perdeu. Pimentel ligou ontem (27) para o ministro Dalazen para tentar guindar o TST para arbitrar em favor da empresa, estratégia fracassada com a decisão adotada pelo magistrado do TST.

Por entender que a reunião que ocorrerá nesta sexta-feira, 29, na sede da Dataprev entre a direção da estatal e a base sindical será inócua, haja vista que já ocorreram 10 mesas de negociações anteriores e todas sem nenhum resultado positivo, o ministro Dalazen apresentou uma proposta que possa servir de parâmetro para futuras negociações até que saia um Acordo Coletivo de Trabalho definitivo.

O TST propõe um reajuste salarial de 5,53%, um abono de R$ 1.500,00 a ser pago em parcela única no mês de janeiro de 2010 e a compensação dos dias de paralisação em virtude da greve, que foi suspensa nesta quarta-feira, 28, nos últimos Estados que faltavam: Ceará (base eleitoral do ministro da Previdência José Pimentel) e Paraíba.



A proposta do ministro do TST contraria o que a direção da Dataprev desejava em termos de reajuste e abono, mas foi mais significativa do ponto de vista da greve em si. O presidente da estatal, Rodrigo Assumpção, que queria o desconto dos dias parados e chegou a executar o corte salarial em alguns Estados, não conseguiu o que desejava. E ainda teve de assistir, calado, a proposta do ministro do TST, que vai na linha de uma simples "compensação" pelos trabalhadores. Uma nova audiência no TST foi agendada para o dia 13 de novembro, às 10h.



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http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20795&sid=11







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