Corporações ganham papel estratégico para o Google

Ana Paula Lobo


Convergência Digital
O ano de 2010 será um marco para o Google, até agora, focado no usuário final e nas PMES. As grandes empresas serão alvo da companhia com o lançamento do sistema operacional Chrome e do fortalecimento do Android, como OS dos smartphones. Hoje, o segmento enterprise representa 3% no faturamento global da companhia. A disposição, revela Alex Dias, diretor Geral do Google Brasil, é passar dos dois digitos no ano que vem.

Com relação à discussão sobre Internet e a restrição ao capital estrangeiro, o executivo diz que o debate é saudável e só comprova a importância da Web nas estratégias de mídia. Já a telefonia móvel, na visão dele, será peça-chave para massificar o conceito de computação em nuvem.




"Queremos o mercado corporativo e temos uma estrutura para atuar que nos libera de venda de CDs, de software. Fazemos a distribuição via Web e isso nos diferencia da Microsoft", observou Alex Dias, em encontro com a imprensa realizado na noite desta terça-feira, 17/11, na capital paulista. Ele admite que tratar com os CIOs exige um perfil diferenciado, mas observa que o Google está recrutando profissionais para balizar os negócios na unidade mundialmente e também no Brasil.



O ano de 2009, apesar de marcado pela crise, foi de ótima performance para a empresa. Isso porque o faturamento da empresa na América Latina, o Brasil representa 2/3 dessa receita, deverá superar a casa dos 85%, dado divulgado em maio.



Dias deixou claro que a estratégia de cloud computing, ou computação em nuvem, passa sim pela disseminação dos smartphones. "No Brasil a base de terminais inteligentes ainda é muito pequena. Não chegamos a dois dígitos, enquanto nos Estados Unidos, eles já superam os 40% de mercado. São os celulares que vão provar a viabilidade da computação em nuvem. Se é possível ver os dados no celular de forma organizada, no PC não poderá ser diferente", destacou.



Neste ponto, o Android 2.0 será crucial para disseminar a marca Google no Brasil. "As teles terão um papel significativo nesse empreendimento. O dinheiro não está mais em SMS. Está no uso de dados. E cloud computing viabiliza esse cenário", sinaliza.



Indagado se o Google poderia vir a ter um data center no Brasil - a rival Microsoft já anunciou o plano de ter datacenter no Brasil para ampliar o escopo de cloud computing - Dias preferiu não responder diretamente. "O Google tem mais de 40 datacenters no mundo. Temos infraestrutura, capacidade para prover bons serviços. Essa é a nossa linha", completou.



Já sobre o debate acirrado em torno do artigo 222 da Constituição e sobre a participação ou não do capital estrangeiro na Internet, Dias deixou claro que o debate é saudável e mostra a relevância da Web. O executivo não acredita que o embate entre os radiodifusores e os grandes portais Web possa vir a respingar no Google. "Não fazemos conteúdo", completou, apesar de o tema propriedade intelectual estar embutido nesse cenário.

 
 
fonte: http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=21038&sid=5



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