Se não investirem em LTE, operadoras poderão ter oferta de serviços estagnada

 Fernanda Ângelo


 Convergência Digital


Com o objetivo de entender em qual momento a tecnologia LTE (Long Term Evolution) deve ser oferecida e empregada pelas operadoras no mercado brasileiro, a Nokia Siemens Networks fez um monitoramento e projeções que mostram um cenário de explosão do tráfego de dados nas redes móveis nos próximos três a cinco anos.

Segundo a análise, a base de 3,5 milhões de usuários de 3G existente hoje deve saltar para 100 milhões em 2013. O tráfego de dados no mesmo período passará, conforme as expectativas da Nokia Siemens Networks, de 35 Gigabits por segundo para nada menos do que 1.700 Gigabits por segundo, o que representa uma alta de quase 50 vezes. Além disso, o levantamento projetou um crescimento anual de 90% no tráfego até 2013.




Ainda de acordo com o estudo, os 3 MHz de espectro WCDMA utilizados atualmente passarão a 265 MHz em 2013. “Pela nossa análise, estimamos que há hoje 115 MHz de espectro WCDMA disponível. O que significa que entre 2011 e 2012, se não houver investimentos em LTE, deve haver o esgotamento desse espectro”, afirma Wilson Cardoso, diretor de Soluções da Nokia Siemens Networks.



“Se não for feito nenhum tipo de investimento em LTE, as operadoras tenderão a ter a sua oferta de serviços estagnada”, diz o executivo. “Não haverá um colapso da internet móvel, mas as operadoras enfrentarão dificuldades de gestão e limitação para acrescentar novos serviços, clientes e, conseqüentemente, receita às suas redes”, completa Armando Almeida, presidente da Nokia Siemens Networks para a América Latina.



As projeções da companhia também incluem uma expectativa de investimentos da ordem de US$ 9 bilhões em infra-estrutura de telecomunicações entre 2008 e 2013 – apenas para acompanhar o aumento do tráfego no período.





Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=16523&sid=90



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