Telefônica/GVT: Banco do Brasil está entre os bancos garantidores de recursos

 Luís Osvaldo Grossmann


Convergência Digital

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, voltou a negar a notícia de que teria pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajuda para financiar parte da compra da GVT com recursos do Banco do Brasil, mas admitiu que a instituição financeira está entre as instituições que garantem o fundo de R$ 8,6 bilhões para a aquisição da concorrente.

"Tem Banco do Brasil sim, mas houve uma ilação de que eu estive com algumas pessoas. Eu não estive com ninguém", afirmou Valente, depois de uma reunião de empresas de telefonia com o ministro das Comunicações, Hélio Costa.








A informação de que o executivo tratou do tema com o presidente da República foi publicada pelo International Financing Review, vinculada à agência Reuters, e reportada pelo Convergência Digital. Apenas depois dessa veiculação é que a Telefônica divulgou a emissão das notas promissórias e da captação de recursos junto aos bancos brasileiros.



Em nova oferta, feita na semana passada, a Telefônica elevou o preço pela GVT a R$ 50,50 por ação, ou cerca de R$ 6,9 bilhões. Nesta segunda-feira, 10/11, o conselho de administração da empresa aprovou a emissão de R$ 6 bilhões em notas promissórias, fruto da garantia de instituições financeiras que chegam a R$ 8,6 bilhões. A Telefônica também pretende utilizar recursos em caixa na aquisição de todas as ações da GVT.



"O que ficou claro é que estamos procurando utiliza um sistema de funding para essa operação que é inovador. Vamos lançar algumas notas no curto prazo, depois vamos colocar todos esses financiamentos por debêntures de até cinco anos", explicou o presidente da Telefônica.



Ele espera que a anuência prévia para a compra da GVT seja aprovada na próxima quinta-feira, 12/11, pela Anatel e acredita que não haverá restrições ou a exigência de contrapartidas, como se deu com a compra da Brasil Telecom pela Oi, no ano passado.



“Aquela [da Broi] era uma situação diferente. Não existe nenhuma restrição visível. São áreas complementares. Não vislumbramos nenhum tipo de problema”, afirmou Valente.



Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20948&sid=8



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