Vivo investirá R$ 1 bilhão em três meses

Ana Paula Lobo


Convergência Digital
Ao classificar o terceiro trimestre como um 'período de competição intensa', o presidente da Vivo, Roberto Lima, em teleconferência para a divulgação dos resultados, revelou o porquê de a rede 3G ser tão essencial nos planos das operadoras móveis no Brasil.
Pela primeira vez, a Internet móvel obteve receita semelhante ao do SMS, o carro-chefe da área de Serviços de Valor Agregado. Em relação a 2008, o crescimento registrado foi de 40,1%. A banda larga móvel representou 13,5% da receita líquida de serviços, que ficou em R$ 3,78 bilhões, 4% acima do registrado no segundo trimestre.




Com relação aos usuários, a Vivo revelou que 9,1 milhões fizeram algum tipo de uso de serviços de Internet, envio de e-mail ou navegou na Web via celular no período. A companhia - apesar da acirrada concorrência, sempre frisada por Roberto Lima - adicionou 2,02 milhões de novos acessos no trimestre e alcançou a base de 48,887 milhões, o que a deixa muito próxima da meta estabelecida pela Portugal Telecom de superar a casa de 50 milhões de assinantes ainda este ano.



A receita média por usuário (ARPU) ficou em R$ 26,4, uma queda de 10,2% em relação ao memsmo período em 2008. Em compensação a receita de dados cresceu 20,8%. "Essa é uma estratégia importante. Compensar a perda de receita com voz, com o incremento do faturamento de dados", destacou o executivo. Com relação aos investimentos, a Vivo informou que no terceiro trimestre investiu R$ 548,7 milhões, acumulando no ano R$ 1,7 bilhão. Como o programado para 2009 é R$ 2,6 bilhões, há aproximadamente R$ 1 bilhão para ser investido até o final de 2009.



"Vamos aumentar a capacidade de tráfego - estamos no final de ano, ampliar a cobertura das redes 2G e 3G, em especial, no Nordeste e cumprir as metas da Anatel na Terceira Geração", destacou Lima, na teleconferência. A Vivo, mais uma vez, fez referência à carga tributária elevada imposta ao setor. No caso da operadora, por exemplo, houve um incremento de 20,1% no custo do Fust e Fustel. Como antecipou o pagamento das licenças de 3G, a dívida líquida da Vivo caiu de R$ 4,7 bilhões para R$ 4,2 bilhões. A Vivo registrou lucro líquido de R$ 340 milhões no terceiro trimestre, com aumento de 153,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro líquido cresceu 72,7% em relação a 2008, atingindo R$ 635,9 milhões.

 
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http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20884&sid=8

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