Aposta

                                   APOSTA
                                                          Eduardo Romero Marques de Carvalho – advogado
 
                                  Ontem, 8.1.23, em Brasília, aconteceu algo que Ninguém, em sã consciência,  esperava acontecesse: Ninguém morreu no meio da Praça dos Três Poderes e nos três palácios, dos Três Poderes. Vez por outra acontecem coisas sem explicação, fogem à lógica, comprometem planos de vida. Claro que era para Alguém ter morrido atropelado, afogado, de uma bala perdida - nem que fosse de borracha, ou pelo coice de um cavalo assustado, mas ai...Ninguém apareceu. Um Golpe de Sorte!
 
                                   Não se deve subestimar o inimigo nem confiar naquele que já se mostrou de-veras in-confiável. Domingo, era 08 de janeiro, de 2.023, e o somatório desses dois fatores, em plena contramão do trânsito e desafio acaciano, permitiu as invasões e depredações daquelas três sedes daqueles três Poderes da Rés-Pública. Ou, Tudo-terá-sido in-competências? Sim. Não há como negar a culpa cínica do Sr. Ibaneis, ex-Governador do DF. De outra banda, e para o Bem-Estar do Brasil-sil-sil, não será justo deixar de si reconhecerem as posturas e co-posturas, in-ações e crepusculares iniciativas ah!dotadas, pelo governo federal. O “pau tá cantando”, mui merecidamente, no lombo do ex-governador do DF, afastado do cargo, por determinação do Min. Moraes – STF. Resta saber, Que será, da dupla Dino e Múcilus.
 
                                   O Dino comete e aparenta claudicância desde as nomeações de alguns assessores...já desnomeados. Múcilus, sestroso seresteiro, pai da hilária e histórica estorinha, que entrou pelos anais da democracia de Pindorama: “As Pedaladas da Presidenta”, amado pelo Bolsonaro, desejado pelo Inácio, queridíssimo de ambos e de Todos, com o seu neo-rosto D’fi’D’algo, emoldurado por frondosas costeletas ré-tiradas de ré-tratos de-pen-durados em corre-dores da Casa Grande...bem...o Sr. Múcilus… disse… “Love! Love! Love!” aos da frente de quartéis sem generais. E… Mas Que Graça não foi mais esta sua...gra-ça, dita por nossa livre  im-prensa: ele, o Ministro da... Defesa – e, quem assim-se-poderia imaginar!? - escondido, camuflado, dentro de um carro “descaracterizado”, passeando pelas ruas da... Capital da República, para não vir a ser visto e nem identificado. Já não é, pois, só-mente um Ministro. Ele-É o nosso...Bond! Só mesmo o velho, o bom, o sabido, esperto e queridíssimo “Zé”, para ter a...coragem de-se-fazer-passar… Isso. Que cena! Que...coisa! De tão pa-té-ti-ca, Quem no mundo haveria de desconfiar? Claro que me lembrei do de Gaulle, do Churchill, de Fidel, do Almirante Barroso - na Maldita Guerra, do Dr. Arraes - ao se negar a renunciar, do Dr. Ulisses - enfrentando os cachorros da ditadura/64... mas...
 
                                   O Min. Dino disse não crer na proposital omissão praticada pelo Sr. Ibaneis. Dino quer-crer, Quê, o Ibaneis recebeu informações imprecisas e, por conta disso, o...Ibaneis agiu como sempre agiu e vem agindo. Ah! Bom! De uma preciosidade cristã esse Querer-Crer, do Min. Dino, pois, desonerando o Sr. Ibaneis da intenção de fazer, desonera-se também a si-próprio, ele, o Min. da Justiça, tão vítima das mesmas Imprecisas Informações em-prestadas pelo Sr. Ibaneis. Diria o Milton Leite: “Que beleza”!
 
                                   Por Que, não? A Linha Retórica do Tempo é assim: o Sr. Ibaneis, de histórias e posições políticas conhecidas, nomeou Como-Seu Secretário de Segurança o ex-min. da Justiça-De-Bolsonaro; aconteceram fatos, já ah!-ten-ta-dos, tenebrosos, temerários, perigosos, também in-Brasília, 15 dias passados; mas, em que pesem-lhe... o Ibaneis manteve, acima de tudo e por cima de todos, Aquele-Seu secretário. Mesmo assim, o Min. Dino creu no Iba que cri-a-va o ex-min-de Bolsonaro. Enquanto isso...Onde se encontravam as Inteligências... da PF, da... PRF, do... Exército, da... Marinha e da... Aeronáutica, pagas para crerem no Pior?
 
                                   Aquele ah!campamento na frente daquele quartel, durante uma única madrugada, teve a sua população acrescida em mais de 2mil... “manifestantes democráticos”. Mais de 100 ônibus-lotados rumaram pelas BRs e, imaginem!, todos estacionaram em um mesmo lugar, na mesma cidade: Brasília. A caminhada... de pés, à Praça dos Três Poderes, durou mais tempo do que o suficiente para que os Minis. Dino e Múcilus percebessem, in-tu-í-ssem!, na poeira levantada pela marcha batida, que a multidão que vinha vindo, dirigida para-Lá, jamais seria contida pela força de 20 Pms-DF. Nem mesmo se assim quisessem tentar fazê-lo.
 
                                   Não aconteceu o alguns planejaram e desejavam que ocorresse. Pois é. Morreu Ninguém. Viva Dino! Viva Múcilus. Que apostaram. Deu certo.

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