Banda larga pública pode atingir 29 milhões de domicílios
Agência Estado
A ideia de Santana é completar essas redes principais com as redes das pequenas empresas de telecomunicações e provedores de internet. E a Telebrás seria revitalizada para ser a gestora desta infraestrutura estatal. A rede própria do Estado, na opinião de Santanna, funcionaria como um mecanismo de regulação de mercado e uma alternativa às redes das grandes teles, estimulando o surgimento de novas empresas e o barateamento dos serviços.
As operadoras, entre elas Oi, Telefônica, Vivo, TIM e Claro, estão trabalhando para levantar o custo deste programa e de que forma elas poderiam participar da parceria, sugerida no dia 8 de outubro pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. Técnicos das empresas e do ministério estão elaborando em conjunto sugestões de fontes de financiamento - como fundos setoriais - e os possíveis cenários de implantação do projeto.
A ideia, segundo uma fonte das empresas, é concluir a proposta até o fim do mês, para que o ministério possa apresentar sua sugestão para o programa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de novembro.
A meta de 29 milhões de domicílios atingiria principalmente as classes C e D. As empresas já sabem que boa parte está na área rural, o que exigiria a expansão tanto de redes fixas como de redes sem fio, incluindo as das operadoras de telefonia celular.
Na avaliação de um técnico do ministério, não adiantaria nada criar apenas a infraestrutura, se não forem desenvolvidas condições para que a população tenha acesso à banda larga. O programa, portanto, teria que conter medidas para evitar o que ocorreu com os serviços de telefonia fixa, que foram universalizados geograficamente, chegando a todos os municípios, mas não atingiram as camadas mais baixas da população por causa das altas tarifas. Outro critério que vem sendo considerado é a velocidade de conexão, já que o volume de uso da internet pelo brasileiro está aumentando consideravelmente.
Além da proposta do ministério e das empresas, está em análise no governo a proposta do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, que prevê levar a banda larga a 135 mil pontos públicos, em 4.245 municípios, usando 31 mil quilômetros de redes estatais, como as fibras óticas da Petrobras, Eletronorte e Eletronet.
A ideia de Santana é completar essas redes principais com as redes das pequenas empresas de telecomunicações e provedores de internet. E a Telebrás seria revitalizada para ser a gestora desta infraestrutura estatal. A rede própria do Estado, na opinião de Santanna, funcionaria como um mecanismo de regulação de mercado e uma alternativa às redes das grandes teles, estimulando o surgimento de novas empresas e o barateamento dos serviços.
Leia na fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/10/20/banda+larga+publica+pode+atingir+29+milhoes+de+domicilios+8897926.html
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