Luís Osvaldo Grossmann
Convergência Digital
Ao comentar os resultados financeiros do terceiro trimestre, o presidente da Net, José Felix, adiantou que a empresa também prepara uma oferta de banda larga popular, nos moldes definidos pelo governo de São Paulo e que prevê acesso de até 1 Mbps por R$ 29,80.
Essa conexão “popular” é voltada aos internautas de baixa renda e tem como premissa a autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de redução do ICMS sobre o serviço de internet. O decreto com a regulamentação para São Paulo foi editado na semana passada – seguido pelo anúncio da Telefônica de que vai começar a ofertar esse serviço a partir de 9 de novembro.
A Net ainda não definiu uma data para o lançamento da oferta “popular”, mas segundo o presidente da empresa, depende apenas de adequação dos canais de venda. “Estamos engajados nessa iniciativa e vamos lançar rapidamente um produto. Estamos imaginando uma velocidade de 200 kbps, mas ainda pode ter mudança dependendo da estratégia de marketing”, revelou José Felix.
Ele insiste, no entanto, que a Net já possui uma combinação de TV por assinatura (canais abertos), banda larga de 100 kbps e telefone por R$ 39,90. “Fomos pioneiros nisso. Não é um produto para se ganhar muito dinheiro e por isso não adianta dizer que vamos colocar 500 kbps ou mais, uma vez que a finalidade é disponibilizar acesso para aquelas pessoas que hoje fazem uso de internet discada”, disse o executivo.
Felix não acredita que essa banda larga popular venha a canibalizar o produto já existente (o combo de R$ 39,90). “Se já tem um produto de TV, banda rápida e telefone, porque alguém faria essa troca? Não vejo como um problema muito sério”, afirmou. E embora admita uma rentabilidade baixa com o produto “popular”, o executivo também acredita que a Net saberá viabilizá-lo com lucro.
“É mais um processo de desmonte de um produto que já temos do que propriamente uma inovação. E se conseguimos viabilizar o pacote de R$ 39,90, vamos conseguir viabilizar esse também”, disse José Felix, que promete levar esse serviço “popular” também a outros estados onde a empresa atua e que também discutem como colocar em prática a autorização do Confaz – caso do Distrito Federal, onde um projeto de lei nesse sentido já foi apresentado ao legislativo local.
No caso de São Paulo, a regra da banda larga popular prevê que clientes que resolverem migrar de seus atuais pacotes para a nova versão terão que arcar com uma taxa de R$ 100. Além disso, sobre pedidos de reativação do serviço antes de 12 meses do desligamento incidirá taxa de R$ 100. Caso o cliente precise de assistência técnica por defeitos causados por ele, é prevista uma taxa de R$ 50.
A Net fechou o terceiro trimestre de 2009 com lucro líquido de R$ 246 milhões, quase o dobro do trimestre anterior, que foi de R$ 130 milhões. Considerando os três primeiros trimestres de 2009, o lucro líquido soma R$ 457 milhões. No terceiro trimestre do ano passado, a empresa havia apresentado prejuízo de R$ 63 milhões, alegadamente por efeitos do câmbio.
A receita líquida ficou em R$ 1,195 bilhão, o que equivale a um aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda (Resultado antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) totalizou R$ 322 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 31% em comparação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda manteve-se estável em 27%.
Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20729&sid=4
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