Telefônica descarta Banco do Brasil para financiar compra da GVT

Da redação*


 Convergência Digital


A anuência prévia à compra da GVT pela Telefônica está prevista para ser analisada esta semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Se isso ocorrer, a decisão seria conhecida a tempo de a operadora cumprir a data para a oferta pelas ações, marcada para 19, na Bovespa.

Na nova oferta, feita na semana passada, a Telefônica elevou o preço pela GVT a R$ 50,50 por ação, ou cerca de R$ 6,9 bilhões. E segundo a agência Reuters, a maior parte desse valor estaria sendo negociado através de um financiamento do Banco do Brasil.




Diz a reportagem da Reuters, publicada no mesmo dia da ampliação da oferta pela GVT (04/11) que, "segundo a International Financig Review, uma publicação Thomson Reuters, o presidente da Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, vem insistindo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o Banco do Brasil financie a aquisição da GVT. O IFR diz que o pacote financeiro atingiria R$ 6 bilhões, sem especificar como essa informação foi obtida".



Segundo analistas ouvidos pela Reuters, a ampliação da oferta pela Telefônica pode ser uma boa notícia para o grupo francês Vivendi porque permitiria não perseguir o negócio e até requerer taxas de rompimento do acordo.



“Para se contrapor à oferta da Telefônica a Vivendi precisaria elevar o lance para R$ 53,02 por ação. Mas a gigante francesa tem uma antiga política de só comprar ativos quando não há risco de ver suas notas reduzidas por agências de risco e de pagar altos dividendos”, diz a reportagem. Na quarta-feira da semana passada, 4/11, a Telefônica ampliou a oferta pela GVT para R$ 50,50 por ação, representando um negócio de R$ 6,9 bilhões. Procurado pela reportagem do Convergência Digital, o Banco do Brasil informou que não comentaria o tema.



Já a Telefônica, encaminhou ao Convergência Digital, uma nota oficial sobre o assunto. Nela, descarta qualquer negociação. Leia a íntegra:



A Telesp informa que, diferentemente do que foi mencionado pelo relatório de informação financeira International Finance Review Markets (Grupo Thomson), o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, não manteve contato com qualquer autoridade para tratar da estruturação financeira da oferta pública, feita pela companhia, para a compra de ações da GVT.



A oferta por até 100% das ações da GVT tem sido comunicada ao mercado e aos meios de comunicação com transparência. Todos os contatos com bancos que participam ou participarão da estruturação desta oferta têm sido feitos diretamente junto às suas direções, pelos responsáveis pela área financeira da Telesp.



Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20922&sid=8

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