Ana Paula Lobo
Convergência Digital
A GVT revelou que no próximo ano estará atuando em cinco novas cidades, duas delas nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde a tele ainda não tem presença, o que significa uma disputa direta com a Telefônica e com a Oi. Para essa ampliação, a operadora aportará entre R$ 200 milhões a R$ 220 milhões.
O plano de investimento para 2010, independente de uma possível troca de controle, está estimado em R$ 850 milhões, diantou o vice-presidente Finnceiro e diretor de Relações com Investidores da tele, Rodrigo Ciparrone.
A GVT também sustenta a tese de utilizar backbone próprio e planeja construir 3000 mil quilômetros até 2010, quando estima ter 79% do tráfego rodando na sua própria infraestrutura. Hoje, esse índice está em 69%. Com relação à possível compra, a GVT disse apenas que o Conselho de Administração 'escolherá a melhor oferta para os acionistas'.
Ciparrone, que participou nesta quinta-feira, 21/10, de teleconferência para a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, deixou claro que o tema aquisição não estaria na pauta do encontro, mas enfatizou que há a disposição do Conselho de Administração, com reunião agendada para o dia 03 de novembro, de 'escolher a melhor oferta para todos os acionistas'.
Segundo o executivo, até o momento, há apenas uma única proposta à mesa - a da Telefônica. Isso porque o Grupo Vivendi, o primeiro a revelar interesse, ainda não formalizou a sua proposta à CVM e à Bovespa. Ciparrone admitiu que já houve um encontro dos acionistas da GVT com o presidente da Telefônica Brasil, Antonio Carlos Valente, mas não quis adiantar detalhes dessa reunião.
Na teleconferência, a GVT buscou passar ao mercado que os planos de investimentos estão mantidos e em andamento, apesar da possível troca de controle de acionistas. Tanto que a operadora informou, enfim, que em 2010, entrará nos estados de São Paulo e no Rio de Janeiro, sem no entanto, especificar em quais cidades.
A tele também estará presente em outras três novas cidades. Somadas, as cinco cidades somam 12 milhões de habitantes. A expectativa da GVT é clara: no ano que vem, quer conquistar 500 mil novos acessos, sendo que a metade - 250 mil - virão dessas novas localidades.
"Não revelamos os nomes da cidades por questões estratégicas, mas o aporte para isso ficará entre R$ 200 milhões a R$ 220 milhões", declarou Rodrigo Ciparrone. Este ano, a GVT iniciou operações em Belo Horizonte, Salvador e Recife.
Os investimentos para 2010 estão estimados em R$ 850 milhões, sendo que boa parte desses recursos será aportado na construção de backbone próprio. Ciparrone também não quis adiantar detalhes, mas disse que a tele planeja ter 79% do tráfego rodando em infraestrutura própria.
Para isso, está construindo novas redes - cerca de três mil novos quilômetros, segundo o executivo, que, de novo, não quis revelar onde essa rede está sendo implantada. Atualmente, revela a GVT, 69% do tráfego já roda em rede própria.
Com relação ao desempenho, a GVT alcançou no terceiro trimestre o melhor resultado de receita líquida, atingindo R$ 442,3 milhões, 27,3% maior que os R$ 347,4 milhões do mesmo período do ano anterior. O lucro ficou em R$ 57,2 milhões.
No balanço, a GVT informa que adicionou, até o final de setembro, 63.243 novos usuários de banda larga. Com isso, a penetração desse serviço na base de clientes varejo chegou a 75% com um total de 604,1 mil usuários.
Já no pacote de serviços de nova geração para empresas, com banda larga, transporte de dados e VoIP cresceu 45% em receita no trimestre atingindo R$ 140 milhões, o correspondente a quase 32% da receita total da companhia no período.
A VONO - que comercializa serviços VoIP para o mercado residencial, de pequenas e médias empresas - cresceu 45% em clientes chegando a 143.667 linhas em 30 de setembro e atingiu receita de R$ 5,8 milhões, um crescimento de 70% comparado ao mesmo trimestre de 2008.
A GVT reportou também um recorde em linhas de serviço, com 247.194 linhas adicionadas à base no trimestre. Desse total, 112.779 são linhas de voz, 63.243 são acessos banda larga, 56.449 são linhas de dados no mercado corporativo, 11.157 são linhas VoIP e 3.566 são do POP, provedor de Internet do grupo GVT. No final de setembro, sua base de assinantes era de 2,56 milhões de linhas.
Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20742&sid=8
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