Depois da Telefônica e da NET, as operadoras de telefonia celular Claro, Oi, TIM e Vivo também estão debruçadas na análise dos decretos do Programa Banda Larga Popular, lançado pelo governo do Estado de São Paulo, que isentará do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços) os pacotes de internet rápida com velocidade entre 200kbps e 1Mbps.
Para essas empresas, o principal ponto em questão é a gratuidade do modem, que diminui a rentabilidade do serviço, a ausência do contrato de fidelidade e de multa por cancelamento.
De acordo com o programa, deverão estar inclusos no pacote modem, instalação e manutenção do serviço aos assinantes. A TIM considera que a contribuição do setor móvel ao projeto poderá ser potencializada com políticas de desoneração tributárias, disponibilidade de frequências e compartilhamento de infraestrutura.
"Os recentes resultados da economia brasileira mostram toda a força das classes C e D, cada vez mais responsáveis por impulsionar o acesso à soluções de tecnologia no Brasil", destaca a empresa em comunicado.
Recentemente, o presidente da Vivo, Roberto Lima, afirmou que a expectativa da operadora é ofertar o plano popular antes do Natal. Neste momento, é estudada a forma de conseguir fornecedores que tenham preços mais baratos.
O presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude,avalia que as empresas de telefonia móvel ainda não estão preparadas para atender à demanda do programa. As operadoras fixas têm mais facilidade, devido à estrutura da rede.
"Foi dado o primeiro passo para democratizar o acesso à internet banda larga no País. Logo, as companhias vão encontrar forma de oferecer seu produto", aponta Tude.
A Oi informou que tem interesse em oferecer o serviço de banda larga por meio de pacotes populares em São Paulo. A empresa analisa a melhor maneira de prestar o serviço.
VENDA
A Telefônica manifestou anteriormente que o serviço seria lançado amanhã: um plano com velocidade de 250 kbps para 1,3 milhão de clientes, que hoje acessam a internet por meio discado. Em nota, a empresa declarou que "espera concluir em breve as atividades adicionais necessárias para iniciar a comercialização do produto".
Questionada se faria venda casada do serviço de banda larga com linha fixa, a Telefônica não forneceu detalhes. Segundo o consultor técnico do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Diogo Moyses Rodrigues, "esta seria uma prática ilegal e reduziria o impacto da iniciativa. O custo final para o cliente não sairia por menos de R$ 80".
A NET, operadora de TV a cabo, é outra que prepara entrada neste mercado popular em breve.
Inovação é aposta para segurar cliente e aumentar receita
Acesso a mapas, games, compra de passagens aéreas, mensagens instantâneas e, agora, até aulas de inglês. Esses são alguns dos serviços que vêm sendo apresentados pelas operadoras de telefonia celular aos seus clientes tanto para evitar que eles mudem de empresa, como para incrementar a receita com a transmissão de dados.
Essa tendência tem incentivado o fortalecimento de empresas que produzem e integram aplicativos, com grande potencial de crescimento no Brasil. "Vai existir uma grande indústria de aplicativos para celulares no Brasil. Hoje, já existe um ''ecossistema'' pequeno de empresas. Mas não tenho dúvidas que o futuro é por aí", afirma o diretor-presidente da consultoria A.T.Kearney, Raul Aguirre.
O motivo de tanta certeza é que ocorre atualmente um fenômeno mundial de queda da receita das operadoras móveis e fixas com a transmissão de voz, sem contar o grande impacto que a migração do computador para os celulares de ferramentas como o Skype, software que permite troca de dados de voz por meio da internet, pode causar às operadoras, o que já é uma realidade na Europa. "No Brasil, ainda há previsão de crescimento da receita com a transmissão de voz. Mas a tendência é que se torne cada vez menor, transformando-se em uma commodity", explica Julio Püschel, gerente de consultoria para a América Latina do Yankee Group.
A Spring Wireless é uma das empresas que, em oito anos, cresceu a ritmo chinês nesse mercado. A empresa faz aplicativos para o usuário final, desenvolvendo jogos, campanhas de marketing pelo celular para empresas do varejo, soluções de mobile banking. "Comecei sem empregado em 2001. Em seis meses, contratamos 30 empregados. E, hoje, a empresa tem 600 pessoas. Nosso faturamento cresce a taxas de 70% ao ano", diz Marcelo Condé, fundador e presidente da companhia.
Leia na fonte:
http://home.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=3&id=5776892&titulo=Teles+moveis+miram+internet+popular
Nenhum comentário:
Postar um comentário