TIM prioriza a conclusão da compra da Intelig

 Ana Paula Lobo


Convergência Digital
Anunciada em abril, a aquisição da Intelgi ainda não foi concretizada em função dos problemas jurídicos envolvendo o grupo Docas, ex-controlador da companhia. O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, admite que quer assumir o controle da Intelig até o final deste ano. A rede da operadora se mantém como a grande aposta para reforçar a transmissão. Objetivo é finalizar a integração das empresas ainda no primeiro semestre de 2010.

A compra da Intelig sofre percalços trabalhistas, o mais recente foi o pagamento de R$ 796 mil por parte da Docas Investimentos para evitar a falência da empresa. Também há casos de penhora em função dos problemas da Gazeta Mercantil, mídia ligada ao Grupo Docas, e que deixou de circular em função das dívidas.




A aquisição foi anunciada em abril, por meio de troca de ações, avaliada à época, em R$ 650 milhões pelo mercado. Em agosto, a Anatel concedeu anuência prévia para o negócio impondo apenas a devolução de um dos códigos de seleção de prestadora - 23 ou 41 - para evitar sobreposição na longa distância.



Apesar de ter mais problemas do que o esperado, a compra da Intelig permanece sendo peça-chave para a TIM. Ela é a aposta para a parte de transmissão e para a redução de custo de aluguel de meios. Tanto que na teleconferência de resultados do terceiro trimestre - onde a TIM pela primeira vez alcançou lucro no ano, realizada nesta sexta-feira, 30/10, o presidente da operadora, Luca Luciani, elegeu a concretização do negócio como uma das prioridades dos próximos três meses.



Indagado sobre sinergias, Luciani disse que a expectativa é de que, concluída a compra, a integração dos ativos e das operadoras aconteça ainda no primeiro semestre de 2010. A economia projetada com a compra da empresa é de R$ 66 milhões - especialmente na parte ligada ao aluguel de meios de terceiros (interconexão), ou R$ 264 milhões em um ano. Luciani acredita que poderá recuperar os investimentos em um prazo de 18 meses.



A TIM Participações S.A., que controla diretamente a TIM Celular S.A. e indiretamente a TIM Nordeste S.A., registrou lucro de R$ 61 milhões no terceiro trimestre.No período, a TIM alcançou uma adição líquida de 1,8 milhão de usuários, o que representa um crescimento de 27,5% em relação ao terceiro trimestre de 2008 e participação de 27,3% do volume incremental do segmento.



A base total da empresa somou 39,6 milhões, um crescimento de 12,5% na comparação anual e de 4,7% em relação ao trimestre anterior. Desde o segundo trimestre deste ano, a TIM segue crescendo sua base de clientes de planos pós-pagos, fato intensificado neste terceiro trimestre, quando foram registradas 87 mil adições líquidas, mais que o dobro em relação ao trimestre anterior (42 mil). Houve ainda uma elevação da média de minutos por usuário (MOU) de 73 minutos no trimestre anterior para 90 minutos atuais.



A receita bruta total alcançou R$ 4,63 bilhões no terceiro trimestre deste ano, crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e redução de 2,2% na comparação anual. A receita bruta de serviços atingiu R$ 4,14 bilhões, 5,3% superior ao trimestre anterior e queda de 1,9% na comparação anual.



O destaque foram as receitas de VAS (Serviços de Valor Agregado), que somaram R$ 496 milhões, crescimento de 23% na comparação anual e de 2,5% no trimestre, e o equivalente a 12% da receita bruta de serviço, ante 9,5% no terceiro trimestre de 2008.



A inadimplência apresentou redução de 30,5% em relação a igual período do ano passado e de 6% no trimestre, caindo para R$ 100 milhões, o equivalente a 3,2% da receita líquida de serviços, resultado da maior eficiência dos mecanismos de cobrança e de concessão de crédito.



Como resultado, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 759 milhões, crescimento de 3% em relação ao segundo trimestre de 2009 e queda de 5% na comparação anual. A margem EBITDA atingiu 22,7%, também com crescimento em relação à margem de 22,3% do trimestre anterior e redução em relação ao terceiro trimestre de 2008, que foi de 23,4%.



O terceiro trimestre marcou a volta da companhia ao lucro, registrando R$ 61 milhões, ante ao prejuízo líquido de R$ 15 milhões do trimestre anterior e de R$ 12 milhões em igual período do ano passado.

Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20839&sid=8



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