Convergência Digital
Ana Paula Lobo
"O Brasil está faminto de 3G e de Internet, mas não podemos vender um serviço sem qualidade sob o risco de arranhar a imagem", preconizou o diretor de Marketing da TIM Brasil, Rogério Takayanagi, ao explicar o porquê de a operadora ter desacelerado a comercialização de acessos 3G.
O presidente da tele, Luca Luciani, destacou que, neste momento, a prioridade da companhia, é reforçar a infraestrutura. "3G é o futuro". A venda está centralizada nas principais capitais. Nos últimos três meses do ano, a TIM investirá R$ 1 bilhão, sendo a maior parte em rede 2G e 3G. O total de investimentos ficará em R$ 2,3 bilhões.
A 3G dominou a teleconferência de resultados da TIM Brasil, realizada nesta sexta-feira, 30/10, para a divulgação dos números do terceiro trimestre. A tele admitiu que pisou no freio na venda da 3G, principalmente, porque não havia como atender, com qualidade, a demanda de acesso rápido à Internet do consumidor.
A operadora prefere centrar a comercialização da tecnologia nos terminais e no uso do microbrowser ao invés da venda isolada do modem de acesso - a grande demanda até o momento da Terceira Geração no país.
"Decidimos que vamos ser transparentes com os consumidores. A ordem é vender a velocidade possível nas cidades. Não estamos suspendendo o 3G. Vendemos velocidades altas onde podemos ofertá-las. E vendemos as velocidades mais baixas, onde temos essa capacidade", afirmou o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani.
"Montamos um projeto onde já temos uma boa cobertura nas 20 principais capitais. Estamos indo para 50 cidades (distribuídas pelo país) e em 2010 vamos para mais 100 cidades, com uma infraestrutura eficiente em todos os pontos de acesso", acrescentou.
Luciani reforçou que, hoje, a meta é melhorar a capacidade da rede 2G, onde há o serviço de voz, o carro-chefe da receita. "3G é o futuro. É onde vamos ter rentabilidade, é para onde olhamos e estamos reforçando nossa rede, mas nesse momento, a rede 2G ainda recebe 2/3 dos nossos aportes em rede e a rede 3G, 1/3. Isso vai mudar, mas precisamos garantir qualidade para fidelizar o assinante", observou o executivo.
Ainda com relação aos planos da TIM no Brasil para 2009, Luciani disse que a venda de chips avulsos passou a ser estratégica na ação da operadora e destacou que a fidelização dos clientes pós-pagos - que são o de maior rentabilidade - é prioridade máxima da companhia.
"Vender terminal não dá margem. Vender serviço, sim, da rentabilidade. Para fidelizar o cliente pós-pagos vamos apostar ainda mais em serviços diferenciados. Essa é a etapa que queremos completar este ano", completou ainda o presidente da TIM.
Leia na fonte:
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20838&sid=17
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