A 3G Americas lançou nesta sexta-feira, 11/09, o trabalho "Do HSPA ao LTE-Advanced: A Evolução da Banda Larga 3GPP para a IMT-Advanced (4G)", feito por Peter Rysavy, presidente da Rysavy Research.
O documento analisa a evolução das tecnologias 3GPP de EDGE, HSPA e LTE, suas capacidades e posições em relação às principais concorrentes e como essas tecnologias se enquadram nos planos de desenvolvimento levando à IMT-Advanced. Entre os principais fatos abordados no relatório, destacam-se:
- A HSPA Evolution (HSPA+) oferece um plano de implementação com desempenho estratégico para atuais operadoras GSM/HSPA;
- Recursos, como a operação em dois canais, MIMO e modulação em níveis maiores oferecem às operadoras várias opções para melhorar suas redes, e alguns desses recursos, são apenas atualizações do software de rede;
- A inovação constante no desenvolvimento de HSPA e HSPA+ está realizando o potencial da UMTS, oferecendo a banda larga móvel para o mercado de massa; nas atuais implementações, os usuários HSPA normalmente verificam taxas de transmissão muito além de 1 Mbps em condições favoráveis no downlink, com 4Mbps medido em muitos casos, e no uplink. Avanços planejados como operação com dois canais devem dobrar as taxas de transmissão máximas que os usuários podem atingir.
- A LTE é a plataforma de próxima geração mais popular entre operadoras GSM-HSPA e CDMA/EV-DO; e:
- A abordagem OFDMA da 3GPP empregada na LTE oferece recursos iguais ou superiores a qualquer outro sistema OFDMA, oferecendo a mais potente tecnologia sem fio de rede pública já desenvolvida. A taxa de transmissão teórica no downlink é de 326 Mbps num canal de 20 MHz.
Com uma base de clientes que, atualmente, reúne quatro bilhões de conexões, a família de tecnologias GSM está disponível em quase 800 redes em 219 países ao redor do mundo. Já a tecnologia UMTS-HSPA foi escolhida por mais de 352 operadoras, sendo que, hoje,existem 277 redes comerciais HSPA em 116 países.
De acordo com a consultoria Informa Telecoms & Media, em agosto 2009 foram contabilizados 377 milhões de assinaturas UMTS-HSPA e, até 2014, esse número de atingir 2,7 bilhões. Segundo ainda o levantamento, a HSPA+ pode exceder as capacidades da IEEE 802.16e-2005 (Mobile WiMAX Release-1) na mesma quantidade de espectro.
Além da taxa máxima de transmissão de dados de 42 Mbps para a HSPA no release 8 (com DL 64 QAM e UL 16 QAM), o Release 9 pode especificar 2X2 MIMO em conjunto com operação em dois canais, que pode aumentar ainda mais a taxa de transmissão máxima no downlink para 84 Mbps. O HSPA+ também vai mais que duplicar a capacidade da HSPA e oferece o potencial de reduzir a latência para menos de 25 milisegundos.
O levantamento conlui que o HSPA e a HSPA+ devem continuar dominando assinaturas de banda larga móvel no mundo inteiro no final dessa década e boa parte da próxima. Mas o mercado caminha para a LTE.
Grandes operadoras devem começar os testes e implementações da tecnologia em 2010, entre as quais AT&T, China Mobile, China Telecom, NTT DoCoMo, Verizon e Vodafone. Na realidade, existem mais que dois bilhões de assinaturas, representadas pelo total das bases de clientes atuais de mais de 100 operadoras GSM e CDMA, que já revelaram a sua intenção de implementar redes LTE.
Uma previsão da Informa Telecoms & Media, até 2014, a UMTS-HSPA e a LTE devem totalizar 2,8 bilhões de assinaturas – 84,25% do total global, entre os quais 147 milhões de assinaturas LTE. A WiMAX Móvel deve registrar 89 milhões de assinaturas até 2014.
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