Luiz Queiroz
Convergência Digital
Para o Diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, tentar transferir um preceito constitucional voltado à radiodifusão e empresas jornalísticas para aplicá-lo aos portais da Internet, pode não ser uma tarefa simples.
Segundo ele, os deputados terão que avaliar se será possível aplicar tal legislação num mundo eminentemente "virtual".
Demi Getschko, que também é membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), entende que do ponto de vista técnico, a Internet não favorece a aplicação do mundo real, porque a rede não tem fronteiras geográficas definidas.Como exemplo, lembrou que um portal de conteúdo tanto pode ser gerido por jornalistas quanto por uma "padaria ou açougue", por pessoas físicas ou jurídicas.E alertou que até mesmo pode ser um portal colaborativo, desenvolvido por várias pessoas em qualquer parte do mundo.
"No mundo real é posssível de definir o que é uma empresa de jornalismo, mas é difícil definir o que é um portal jornalístico na Internet. A analogia não é possível porque a rede segue outras lógicas", explicou. Getschko participou de audiência pública para debater a possibilidade de se criar legislação para restringir nos portais Internet a presença do capital estrangeiro.
Fonte: http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=20963&sid=4
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